sábado, 11 de abril de 2009

BAHIA x EDUCAÇÃO x PDT

Recebemos do leitor e amigo, Fernando Carvalho (blog:o-mascate), e-mail contendo crônica de João Ubaldo Ribeiro, a respeito da educação no Brasil e dos brasileiros. Em um dos trechos o autor pergunta:"Qual a alternativa? Precisamos de mais um ditador, para que nos faça cumprir a 'lei' com a força e por meio de terror? 'Medite!!!'. E acrescentou: O que nos falta é educação." Atualmente, está sendo veiculada na tv/rádio, peça publicitária com o ministro do trabalho Carlos Lupi (foto),presidente licenciado do PDT, partido cuja bandeira principal é a educação e, que foi o sustentáculo da campanha do senador Cristóvam Buarque à presidencia. Ora, se o partido tem como bandeira a 'educação' e compõe a base, como aliado do governo federal, por que razão, o senador, o presidente nacional e o presidente estadual, deputado federal Severiano Alves(Ba), não reivindicam com firmeza junto ao presidente Lula a pasta da educação na Bahia, e põe fim ao cáos existente, há vários e vários anos. Ou será que a dita 'aliança' não tem força. È para 'inglês vê? Será que Darcy Ribeiro e Leonel Brizola, estariam satisfeitos? Será que não está faltando "vontade política'?

2 comentários:

Anônimo disse...

E por falar em educação na Bahia, no artigo, http://www.jornaldaciencia.org.br/Detalhe.jsp?id=62957, o reitor diz que se alguém oferecer uma montanha de dinheiro para fazer alguma coisa na UFBA, a lei o obriga dispensar. Entretanto, de todo que precisa pagar R$ 85,00 para concorrer uma vaga na sua universidade ele embolsa com prazer.

Anônimo disse...

VESTIBULAR ÚNICO NACIONAL: JOVENS BRASILEIROS! LUTEM!

Essas pessoas que estão decidindo tudo no caso, afirmo, têm pensado em muita coisa, menos em vocês. Esqueça essa história de que jovens da rede pública possuem má formação. Existem muitos bons e nem tanto assim e de ambos os lados. Vou provar que educando da rede pública tem tudo que precisa para fazer curso superior, com dois fatos:

1) Estudo científico da Unicamp, http://revistapesquisa.fapesp.br/?art=3502&bd= 1\&pg=1&lg=, acesso abril/09, realizado por Renato Pedrosa, prova que os ingressantes através do seu cotismo, pomposamente designado de ¨Ação Afirmativa¨, não apresentam desempenho acadêmico pior. Havendo até casos significativos em que são melhores. A mesma conclusão chegou todos os estudos de casos em que adotaram algum processo deste tipo. Mais ainda. Alguns indicadores apontam a Unicamp como nossa líder no cenário internacional. Portanto, capacidade dos estudantes da rede pública de fazer qualquer curso de qualquer universidade, no mundo até, há. O mesmo vale para todo estudante brasileiro.

2) o Programa do MEC/MCT, olimpíada brasileira de matemática das escolas pública - OBMEP, matéria tida por bicho papão do estudante nacional, apresenta no endereço http://www.obmep.org.br/picme.html, o Programa de Iniciação Científica e Mestrado – PICME, que engloba 30 mestrados em matemática pelo Brasil todo. Leia. Por este, os jovens das escolas públicas classificados, com não mais do que um ano de treinamento quase todo online e que ingressaram em qualquer curso superior, podem fazer simultaneamente um curso de mestrado em matemática. Sendo o mestrado com duração de 2 anos e graduação, no mínimo, em 4 anos, muitos terminarão mestrado antes até da graduação. E, até pela quantidade de professores e universidades públicas que avalizaram tal programa, além de ser financiado pela Capes/CNPq/MEC/MCT, o fato expressa fé pública de que há educando da rede pública em condições para compensar tal investimento de recursos públicos e torná-lo mais do que um programa de sucesso. Assim sendo, facilmente o mesmo é viável para qualquer outra área. Portanto, uma vez sem possível mestrado em matemática com graduação concomitante, apenas graduação é uma coisa simplória.

A não ser que o MEC venha defender que tudo exposto é falso, portanto, significa demitir alguns e processar todos. Permanecendo verdadeiro, que o MEC tome as mesmas providências que estão tomadas via OBMEP para todos os cursos.
E, o urgentíssimo é lutar para que MEC providencie:

1) Que todo candidato, pagante ou isento no vestibular nacional, seja isento de toda e qualquer taxa em qualquer pública, caso essa não aceite só o nacional como condição única.

2) Que o MEC, ao invés de repassar recursos (começa com R$ 200 milhões) para universidades que aderirem ao vestibular nacional, crie com esse, e outras fontes, um fundo governamental, porquanto, através de um acordo com todas as correntes políticas do país – assuma, jovem!, o compromisso de não votar e convencer todo amigo de fazer o mesmo, em partido que for contra -, para construção de moradia estudantil e restaurante universitário. Isso para que num prazo máximo de 5 anos seja garantido, tal qual primeiro mundo, que todo que for fazer curso fora do seu estado, junto com o aceite, receba a chave do seu quartinho. Pois, uma Nação começa ficar tranqüila quando papai e mamãe pode dormir sabendo que filhote não tem por que ficar ao relento e com fome. Assim como, garantido isso, filhote pouco tem medo de meter a cara nos livros, estudar e ir cursar o que for e onde for. Saudade dos quitutes da mamãe... há férias para matar isso.

Assina: Prof. João Batista do Nascimento – Fac. Mat. UFPa, jbn@ufpa.br