quinta-feira, 12 de novembro de 2009

DIREITOS IGUAIS!

Conselho aprova resolução para atendimento a travestis :
O Cremesp (Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo) aprovou uma resolução que normatiza o atendimento médico a travestis e transexuais em São Paulo. O texto foi publicado ontem no "Diário Oficial do Estado". Um dos artigos assegura a esses pacientes o direito de serem chamados pelo nome social. Outro enfatiza a garantia de receberem atendimento psicológico, psiquiátrico, endocrinológico e cirúrgico reconhecidos. As principais mudanças ocorrem no tratamento de travestis. Faltava uma regulamentação ética para as mudanças no corpo desses pacientes, que são realizadas com uso de hormônios e de próteses de silicone. "Carecíamos de respaldo ético para cuidar de problemas específicos. Poderia prescrever hormônio, já que não havia cobertura ética? Agora, a resolução oferece essa cobertura", diz o sanitarista Artur Kalichman, coordenador-adjunto do Programa Estadual DST-Aids. A resolução objetiva reduzir danos para esses pacientes, que, por falta de atendimento, frequentemente usam hormônios por conta própria e silicone industrial. //.(Fonte:Julliane SilveiraFOLHA)//.
CPI-BRASIL.COM(Comentário):
Sem querermos ser préconceituosos, pois todos os mesmos direitos perante a Constituição, mas ser atendidos com as fichas constando o 'nome ssocial', é no mínimo falta de senso. O cidadão barizado com o nome de Antônio (masculino), ser identificado como "Valeska", é tremendamente desagradável para a calsse médica. Sandices desta natureza só poderiam surgir das cabeças políticas do país.

2 comentários:

Deficiente Ciente disse...

Roy, essa notícia é muito boa para os travestis e os transexuais, eles realmente conseguiram o que queriam.
Eles se unem, conseguem o querem, e isso prova que os direitos deles são efetivamente respeitados pelo governo. Longe de mim discordar disso...
Agora, veja o caso do Guilherme Finotti, portador de paralisia cerebral. O garoto é inteligentíssimo, ganhou vários títulos e também ganhou o prêmio Destaque do 4º Salão UFRGS, pelo desenvolvimento de um projeto de iniciação científica Júnior , por ter criado um Software de Alfabetização para Crianças com Paralisia Cerebral. No entanto, Guilherme corre o risco de não conseguir fazer a prova do ENEM ( que será aplicada no início de dezembro, porque o INEP (Instituto Nacional de Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira), um Instituto de Educação, não possui teclado e mouse adaptados que o Guilherme precisa.
A escola onde Guilherme estuda, colocaram o teclado e o mouse especial à disposição do Enem, porém o INEP alegou que a adaptação de um computador para o aluno realizar o exame “estaria fora das regras do Enem, e que não haveria lei que os obrigassem a “abrir tal exceção”.
A mãe de Guilherme desde maio tenta a inclusão dele no Enem, ela ingressou na justiça, só que todos nós sabemos da morosidade da justiça no Brasil.
Desculpe o desabafo, meus amigos, mas é ou não é revoltante? É ou não é discriminação e exclusão? O pior de tudo, é que essa discriminação vem de um Instituto de Educação, que tem o papel fundamental de estimular o aprendizado dos alunos.
O garoto só quer ter o direito de estudar, nada mais. Por que esse direito não pode ser respeitado?

abraços para todos
Vera

Luiz Clédio Monteiro disse...

uma pergunta. Quanto tempo, do tempo, do congresso nacional - é dedicada a causa da homofobia? Vira e mexe o assunto é traveco pra cá traveco pra lá. Aperta aqui solta ali. Libera acolá – será que todo mundo nesse mundo tem por detrás de si um traveco, precisando de ajuda?